Projetos destaque do Desafio Start-ed recebem capital da Fundação Lemann

Letícia Santos
Escrito por Letícia Santos

Em breve chegará ao mercado de edtech duas novas soluções que contribuirão para dois grandes desafios educacionais enfrentados hoje: atualização dos professores e inclusão de alunos com deficiência.

As ferramentas foram desenvolvidas durante a última edição do desafio Start-ed. O programa da Fundação Lemann apoia, desde 2013, projetos que englobam educação e tecnologia.

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Em 2017, o desafio propôs que empreendedores brasileiros e estudantes da Universidade de Columbia desenvolvessem em conjunto produtos e serviços alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O encerramento do desafio Start-ed aconteceu no último dia 2 de maio. Premiou duas, das seis equipes participantes do programa. São elas: Olhares, que recebeu um capital semente de US$ 20 mil e Eu ensino, cujo capital foi de US$ 15 mil.

As soluções foram avaliadas por uma banca avaliadora formada por jurados de Nova York e de São Paulo. De acordo com a fundação, a ideia é que o valor concedido às equipes seja utilizado para a execução de um piloto das soluções nos próximos meses.

Conheça as soluções destaque do desafio Start-ed 2017

Olhares

A solução tem como objetivo ajudar na elaboração de um plano de aulas personalizado à realidade de cada estudante. Assim, será possível oferecer uma avaliação mais justa aos alunos da inclusão escolar.

Desse modo, as ações das escolas trabalhariam alinhadas às determinações do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI). Este documento adapta o currículo das escolas às necessidades dos alunos da inclusão escolar.

Agora a equipe responsável pelo projeto trabalha na reestruturação do time e no entendimento do negócio em si.

“Estamos tentando entender se é uma ONG, um negócio social, ou seja, toda essa parte legal da empresa. Estamos estruturando para chegar em um modelo que vai atender a todos os objetivos que buscamos”, disse Doug Alvoroçado, integrante da equipe Olhares.

Além disso, os empreendedores estão em contato com desenvolvedores e empresas que ajudem a refinar o projeto. “Buscamos pessoas que possam ajudar na construção de uma plataforma simples, bonita e com boa usabilidade”, disse Doug.

Participantes brasileiros se reuniram com estudantes da Universidade de Columbia para discutir o desenvolvimento de novas soluções educacionais (Foto: Divulgação)

Eu ensino

A Eu ensino pretende diagnosticar quais são os desafios enfrentados diariamente por profissionais de educação. A ideia é que a partir desses resultados sejam oferecidas formações que contribuam para a solução desses problemas.

O diagnóstico será desenvolvido com base nos resultados de uma pesquisa feita diretamente com gestores e professores.

“Esses resultados nos ajudam a oferecer uma sugestão de trilha de conteúdos e ferramentas para o gestor trabalhar em conjunto com os professores”, explicou Rafaela Mund, participante da equipe desenvolvedora do projeto.

Assim, esses profissionais podem utilizar sua hora-atividade – momento que o professor dentro de sua carga horária para elaborar conteúdos, preparar suas aulas, entre outras atividades – para aprender e aprimorar suas práticas.

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“Ao final de cada ciclo, o profissional avalia os resultados positivos da aplicabilidade. Dessa forma, conseguimos verificar se a técnica está sendo eficaz ou não. A ideia é que se não está funcionando, nós abandonamos e introduzimos outra.”

A equipe já realiza um piloto na secretaria de Francisco Moraes, em São Paulo. O plano agora é criar a identidade visual da marca e aplicar na plataforma; começar a gerar link interno para disponibilizar os materiais que estão em desenvolvimento e elaborar conteúdos de algumas trilhas que estão surgindo a partir do projeto piloto que está sendo conduzindo.

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