Qualificação do professor é tema de seminário realizado em Florianópolis

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Letícia Santos
Escrito por Letícia Santos

Uma educação de qualidade depende de vários fatores, mas uma figura de destaque no processo de formação dos alunos ainda é o professor. Nos últimos meses, uma discussão paira em torno desses profissionais, que precisam se atualizar para atender as necessidades dos alunos do século 21.

“Se queremos melhorar a qualidade de ensino temos que melhorar a qualidade do professor”, afirmou Glauco José Côrte, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). A federação promoveu, no último dia 26 de outubro, a quinta edição do Seminário Internacional de Educação.

O tema do encontro deste ano foi “O professor para a educação do século 21”. Educadores de diversos países se reuniram para discutir questões que envolvem o trabalho do professor como o que deve ensinar e as técnicas que vai utilizar.

Glauco José Côrte, presidente da FIESC (Foto: Marcos Campos)

Alunos aprendem com base em acontecimentos da vida real

“Tanto o aluno quanto o professor precisam ter habilidade para navegar e construir informações usando tecnologias digitais. Precisam ser capazes de procurar e organizar a partir de uma variedade de meios de comunicação, transformando-se em caçadores de dados”, defendeu Myra Rhoda Garces Bacsal, representante do National Institute of Education Singapore.

Marjo Kyllonen, secretária da cidade de Helsinque, na Finlândia, destacou, ainda, que o papel do professor atualmente é comparado ao de um coach.

Cingapura e Finlândia são países referência no quesito educação. Cingapura, por exemplo, é o líder do ranking do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). A Finlândia ocupa a quinta posição no mesmo ranking.

“Queremos relacionar sua aprendizagem com fenômenos da vida real em vez de ensinar conteúdos isolados sobre disciplinas diferentes. Queremos que eles saibam e entendam o que estão aprendendo. Que possam usar sua competência e conhecimento na realidade”, destacou Marjo.

Na Finlândia, os professores utilizam a robótica e a programação para oferecer aos alunos uma educação inovadora e atrativa. Além disso, o país testa a aprendizagem com base em fenômenos. Nesse modelo educacional não há segmentação por disciplina. As experiências dos alunos são baseadas em pesquisas e vinculação ao cotidiano.

Habilidades socioemocionais e pensamento criativo serão avaliados futuramente

Outro ponto destacado pela secretária finlandesa é o envolvimento de toda a sociedade (professores, pais e alunos) com as mudanças realizadas no sistema educacional. Tais mudanças são planejadas para atender às necessidades dos alunos do século 21.

Em 2018, o Pisa avaliará competências globais, ou seja, as habilidades socioemocionais e valores como aceitação da diversidade cultural. Em 2021, avaliará, também, o pensamento criativo.

“Por isso, precisamos criar comunidades profissionais de aprendizagem, estimular a experimentação, avaliar programas, comunicar e construir o conhecimento de forma coletiva”, disse César Augusto Nunes, membro do conselho consultivo do Pisa 2021.

Letícia Santos

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