Quando ser bilíngue?​

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Por muitas décadas, a disciplina de inglês foi vista como menos importante e com pouca carga horária na grade curricular. Isso se propagou por muitos anos. Alguns alunos buscavam escolas de idiomas ou estudavam em casa e seguiam adiante com uma bagagem maior em outra língua.

De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), é estimado que cerca de 85% dos docentes que dão aulas de inglês para alunos de escolas públicas não dominam o idioma. Mas diante de um novo movimento, cada dia mais acelerado na educação, isso precisa mudar, pois as exigências serão cada dia mais fortes para o domínio da língua, até, mesmo, dentro de casa.

Há um momento ideal para começar a estudar inglês?

As crianças têm mais facilidade em aprender outras línguas, diferentes da nativa, porque a plasticidade de seus cérebros permite que os dois hemisférios sejam usados no momento da aula. Já nos adultos é diferente — esse processo ativa somente um hemisfério. Por isso é importante inserir outras línguas na infância ou na adolescência, sempre que possível.

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Os benefícios do bilinguismo vão além do mundo dos negócios, ou simplesmente do ambiente das escolas. No Brasil, o mercado de escolas de idiomas movimenta 7 bilhões de reais; a maioria dos pais preferem investir desde cedo, já pensando no futuro profissional dos filhos.

Diante desse cenário, o bilinguismo deixou de ser tendência e passou a ser uma necessidade em diversos cenários da vida, como no trabalho e até mesmo na vida social, quando as novas tecnologias e o modelo de escolas em redes trouxeram para o Brasil a necessidade da língua inglesa.

Com o passar dos anos e a necessidade constante de crianças se comunicarem em inglês, a escola bilíngue nasceu, com o objetivo de proporcionar mais tempo de interação na língua. Mas, ainda assim, aprender inglês não significa ter aulas de inglês, e sim, proporcionar ao aluno a convivência com a língua nos diversos ambientes e momentos do dia a dia. Isso significa aprender em inglês, e não, aprender inglês. Já são 30 mil escolas particulares no país, que se esforçam cada dia mais para oferecer um ensino de qualidade.

Alguns dados sobre ser bilíngue

Apesar do investimento dos pais, apenas um a cada dez jovens entre 18 e 24 anos tem proficiência no inglês. Para a próxima geração, caso nada seja feito para melhorar esse número, espera-se que apenas 12% dos jovens dessa idade sejam fluentes na língua.

Para aumentar esse número, precisamos unir cinco personagens no processo de ensino e aprendizagem: aluno, professor, pais, gestor pedagógico e mantenedor. Essas pessoas devem conversar a mesma língua, e juntos, contribuir para o aprendizado do aluno.

. Edify oferece programa de educação bilíngue para escolas

Tudo isso por meio de projetos digitais, materiais impressos, aulas práticas, ou seja, tudo aquilo que chame a atenção da criança que está aprendendo. O professor passa a ser um intermediário nesse momento da educação.

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Old College Campus (©Neale Smith)

De acordo com um estudo realizado na Universidade de Edimburgo, na Escócia, falar uma segunda língua aumenta a inteligência, a fluência verbal e de leitura, mesmo quando o idioma é aprendido na idade adulta.

As áreas do cérebro mais afetadas pelo aprendizado de uma nova língua é a da inteligência e leitura. Sendo assim, mesmo diante de um mundo globalizado, com inúmeras possibilidades, nunca é tarde para aprender, mesmo que não seja na infância.

Mesmo na fase adulta, aprender inglês pode ser um grande benefício para o processo de envelhecimento, além de ser uma conquista para cada pessoa, cada objetivo.

Luciano Galdino Brito Dias

Luciano Galdino Brito Dias

Diretor de Soluções Educacionais da Conexia (Grupo SEB), Green Belt pelo INDG com certificação em Global Business, da Columbia University, acumula 18 anos de experiência como executivo em multinacionais, sendo os últimos cinco anos na área de Educação. Foi diretor de Relações Governamentais na Pearson Brasil e diretor geral da rede de franquias Wizard.