Robótica ajuda alunos a desenvolverem projetos no Colégio Poliedro

Juliana Favorito
Escrito por Juliana Favorito

O Colégio Poliedro oferece ao alunos o ensino da robótica como um módulo extracurricular. Nas aulas, os estudantes aprendem a desenvolver projetos e a encontrar soluções com base nos desafios propostos pelos professores.

O consultor de Tecnologia e Inovação do Poliedro, Massayuki Yamamoto, explica que a robótica é uma das formas mais versáteis de inserir tecnologia em sala de aula do século XXI. Algumas das disciplinas trabalhadas durante as aulas de robótica são: programação, lógica, mecânica e eletroeletrônica.

“Além da complexidade de competências inerente à própria ferramenta. Propicia ao aluno e professor uma abordagem única, na grade horária curricular, no que tange a interação, protagonismo, experimentação e inclusão. Isto principalmente para as matérias STEAM, pois consegue reunir, em um único momento, conceitos abstratos como a linguagem e os cálculos envolvidos.”

Poliedro começou a pensar no ensino da robótica em 2013

Massayuki comenta que em 2013 o Poliedro começou a pesquisar alguns modelos para implementar a robótica nas aulas. Porém, durante o estudo realizado pelos membros do colégio, eles se depararam com duas opções de colocar isso em prática: por meio da Lego e do Arduíno.

. Robótica: aprendizagem para além das salas de aula

A Lego tem como ponto positivo o fato de possuir anos de expertise e um modelo consagrado. Além disso, é de fácil inserção para os professores que não tinham conhecimentos prévios. Porém, segundo Massayuki, o modelo era engessado em relação ao manual de montagem. Além de não ser muito atrativo e ter um alto custo.

Já em relação ao Arduíno – que era conhecido por aficionados em automação e robótica – exigia-se um professor que fosse especialista na área. Apesar de ter flexibilidade e um preço mais acessível, a solução encontrada pelo colégio foi escolher a Lego. Porém sem utilizar nenhuma cartilha.

O consultor de Tecnologia e Inovação do Poliedro salienta ainda que os alunos passaram por um processo de conceitualização básica da linguagem e dos componentes. A partir disso, os professores tornam-se gestores das situações, sem respostas diretas mas que estimulassem o raciocínio e a criatividade dos alunos.

. Escola de robótica tem ensino baseado na experiência dos alunos

São propostos aos alunos a criação de um robô que suba escadas, por exemplo, visando a um protótipo de cadeira de rodas que suba escadas. Eles também podem criar uma prótese que consiga pegar um copo. O objetivo é, dessa forma, no nível intermediário e avançado, chegar na resolução de problemas reais. Sendo um deles a automação do sistema de cisternas do colégio.

Robótica é introduzida a partir do ensino fundamental I

No colégio Poliedro a robótica começa a ser introduzida a partir do ensino fundamental I, onde se explica os conceitos mais básicos. Massayuki ainda explica que as habilidades testadas nas aulas são:

– Diretamente: linguagens de programação, criatividade, raciocínio espacial, aprimoramento psicomotor e o trabalho de equipe;
– Indiretamente: conceito de Ciências, Física, Matemática, Geografia e/ou matérias em que o projeto esteja envolvido.

. Maker robotics apresenta soluções para uso da robótica em escolas

A maior dificuldade do ensino da robótica é a implementação, que envolve um treinamento e engajamento do professor. Também são problemas a falta de tempo disponível dentro da grade curricular e os custos. Isso porque quanto mais sofisticado o material, mais caro o projeto se torna.

Alunos durante o projeto feito em parceira com o Hospital Reger Geriatria (Divulgação: Poliedro)

De acordo com Massayuki Yamamoto, os alunos se empenham tanto nas atividades que realizaram um projeto com o Hospital Reger Geriatria. Na ocasião, os alunos levaram um aparelho com tecnologia semelhante a um dispositivo Kinect.; Este ajuda a auxiliar na terapia ocupacional e fisioterapia de pacientes vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

“O projeto com idosos da Reger, que no ano passado foi apresentado na Índia, pela UNESCO, acabou de conquistar, no último domingo (27) o prêmio de melhor projeto de tecnologia do Greenk Tech Show, que concorreu com projetos científicos de importantes escolas de São Paulo.”

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