SKOLA agora é VOA educação: edtech recebe aporte do Fundo BR Startups

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Débora Thomé
Escrito por Débora Thomé

Depois de passar por um rigoroso processo de análise, a VOA educação foi selecionada pela MSW CAPITAL. Dessa forma, a edtech carioca passa a compor o portfólio do Fundo BR Startups. Receberá investimentos de até R$ 800 mil para crescer.

. App mede habilidades socioemocionais, já de acordo com BNCC

Idealizado pela Microsoft, o Fundo reúne investidores como Microsoft Participações, Banco Votorantim, Monsanto (atualmente Bayer), Grupo Algar, Banco do Brasil Seguros, Qualcomm e AgeRio.

Gerido pela MSW CAPITAL, o BR Startups é um fundo de capital semente. Investe entre R$ 500 mil e R$ 3 milhões e tem como objetivo alavancar o negócio das startups por meio do conhecimento e de uma rede de parceiros de seus investidores e gestora.

. Inserir habilidades socioemocionais nos currículos é o desafio

A proposta do VOA está alinhada às nossas expectativas ao oferecer a tecnologia como uma aliada dos professores para melhorar a qualidade de ensino”, disse Daniel Maia, gerente de programas acadêmicos da Microsoft Brasil.

. Plataforma mede habilidades socioemocionais

A Microsoft acredita que o apoio à educação e o estímulo ao empreendedorismo são os alicerces para o desenvolvimento do Brasil. Já para Richard Zeiger, sócio da MSW CAPITAL, o VOA educação desenvolveu uma solução tecnológica única. Por ser facilmente implantada, possibilita que as escolas passem a medir e orientar seus professores e alunos a como lidar com as habilidades humanas de uma forma lúdica, porém objetiva.

Mais importante do que tudo isso, investimos no VOA educação por acreditar no propósito da empresa de transformar a educação no Brasil incentivando o olhar para as competências socioemocionais, através da sua solução inovadora”, disse Zeiger.

Como foi a mudança do SKOLA para o VOA

O VOA educação é uma edtech voltada para a avaliação e desenvolvimento de habilidades socioemocionais de alunos do ensino básico. Foi fundada em maio de 2017 pelo empreendedor Tiago Neves, inicialmente com o nome SKOLA.

Mas durante um ano de atividades intensas, tanto por questões práticas e estruturais como por questões mais metafóricas, percebeu-se que era preciso mudar a marca para ir além.

E assim, o SKOLA se transformou no VOA educação. O produto desenvolvido pela edtech é baseado em inteligência artificial (AI). Basicamente, funciona como um assistente virtual para professores e equipe pedagógica.

Entre os inúmeros recursos, está o macaquinho Zeca. O chatbot é a principal ferramenta do educador. É onde relata informações do dia a dia de cada aluno e de turma.

“O Zeca aprende junto com o professor a reconhecer as competências do aluno. E apoia o time pedagógico no desenvolvimento dessas habilidades”, explicou Tiago Neves, CEO da edtech.

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Interface do app é simples e amigável (Foto: Divulgação)

Os dados coletados são organizados em um painel que mostra, em gráficos (exemplo abaixo), o desenvolvimento dos alunos nas dez habilidades humanas elencadas pela nova BNCC e gera um boletim socioemocional.

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A partir da visualização das estatísticas, o professor pode montar planos de ações individualizados. Tudo pode ser acompanhado pela família e pelos educadores. A própria plataforma busca formas de engajar os participantes na execução do planejamento.

Habilidades socioemocionais serão importantes para as carreiras do futuro

Segundo o Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças que ingressam na escola hoje terão profissões que ainda não foram inventadas.

Para Neves, o ensino das habilidades socioemocionais é uma das estratégias mais relevantes para o sucesso estudantil. O que otimiza o desempenho de alunos e professores e incentiva a nova educação.

Pesquisas apontam que o desenvolvimento de habilidades socioemocionais é crítico para o sucesso dos alunos na vida. Considerando as últimas políticas públicas definidas pelo MEC, como o BNCC, a tendência é a demanda aumentar com a conscientização da família e a busca do mercado de trabalho por profissionais mais desenvolvidos neste aspecto”, explicou o CEO.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
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