Startup capta alunos para o ensino superior por meio de teste vocacional

Juliana Favorito
Escrito por Juliana Favorito

Criar uma startup que tem como negócio a captação de alunos para o ensino superior. Esse é objetivo da Bearings Inteligência Educacional (BRG), fundada por Rodrigo Wazlawig, psicólogo por formação e CEO.

A ideia surgiu quando Rodrigo aplicava testes vocacionais para alunos do ensino médio durante um estágio que realizava à época. Percebeu que muitos estudantes tinham dificuldades na hora de da escolha profissional, mas que poucos eram impactados pelo teste.

Os motivos para que a avaliação não funcionasse com os alunos eram:

  • Espaço limitado nas salas de aula
  • Impossibilidade de oferecer o serviço para muitos estudantes de forma presencial
  • Dificuldade em criar relatórios e realizar as devolutivas aos orientandos

Ricardo Rüppell, sócio-fundador da Bearings, explicou que a ideia de trazer uma orientação profissional para o ambiente digital se deu graças à evolução da tecnologia, que permite a plataformas ajudarem pessoas em aspectos que antes não eram imaginados.

. Quero Bolsa cria teste para avaliar se estudante tem perfil EAD

De acordo com Ricardo, um dos objetivos da BRG é gerar oportunidades de matrículas para as faculdades. Além de oferecer serviços de inteligência para os setores de marketing e vendas e, também, orientação profissional e de pré-vestibular voltados para pessoas buscando uma graduação.

Startup recebeu três aportes de investimento

Ricardo disse que a startup, em seu terceiro ano de atividade, já recebeu três aportes de investimentos. O primeiro foi em 2016, quando participaram do programa de startups “Early Stage” do Sebrae, o Epifania.

Além disso, outro programa do qual a BRG também participou foi o de Aceleração InovAtiva Brasil, no segundo semestre de 2017. O terceiro investimento que receberam foi recente, em 2018.

. Opa Educação melhora relacionamento entre estudantes e instituições

A BRG, inicialmente, teve o nome de Bearings Vocacional, quando a avaliação era vendida para escolas que aplicariam os testes. Porém, a baixa aceitação da plataforma por meio das instituições fez com que os sócios mudassem o modelo de negócio.

“O modelo passou a ser de geração de informações e inteligência para as instituições de ensino superior, auxiliando na captação de novos alunos.” Ricardo também explicou que esse novo modelo está voltado ao B2B (instituições de ensino superior). E acrescentou que os serviços para alunos são gratuitos.

Assim como a maioria das starutps, a BRG também passou por dificuldades no início da implementação. Os principais obstáculos foram definir o modelo de negócio e qual seria o relacionamento com o mercado de educação.

Que Curso? é uma das plataformas da startup

A Que Curso? é o principal produto da BRG e já ajudou cerca de 600 mil jovens que prestaram vestibular. A startup também atende a 70 clientes e tem parcerias com três, dos cinco maiores grupos educacionais do ensino superior no Brasil.

. Plataforma ajuda a encontrar estágio de acordo com perfil

A Bearings Inteligência Educacional tem atuação nas quatro regiões do país, mas busca a consolidação nos estados. Além de expandir para áreas que ainda não são atendidas, como o a Região Norte.

Equipe da Bearings Inteligência Educacional (Divulgação)

“Ainda em 2018, a empresa lançará novos serviços voltados a inteligência de dados para o ensino superior e iniciará o planejamento para internacionalização.”

Juliana Favorito

Juliana Favorito

[email protected]