Startup desenvolve jogos educacionais para educação infantil

Letícia Santos
Escrito por Letícia Santos

As instituições de ensino utilizam, cada vez mais, as tecnologias educacionais em seus processos. No entanto, os investimentos em projetos de inovação que abrangem o setor da Educação Infantil ainda não são recorrentes. Pensando nisso, a Escribo cria jogos educacionais que promovem o desenvolvimento das crianças e, ao mesmo tempo, fornece às escolas indicadores de aprendizagem.

“A nossa ideia é usar jogos para estimular os alunos. A partir dos resultados gerados, podemos identificar como está o desenvolvimento deles. Ou seja, avaliar a maneira como esses jogos atuam como ferramenta de diagnóstico”, explicou Américo Amorim, diretor da Escribo.

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A startup desenvolve games educacionais que são elaborados para atender às necessidades de cada escola. Atualmente, são mais de 230 jogos cadastrados na plataforma. Amorim ressaltou que no portfólio da Escribo há opções de jogos alinhados a cada uma das habilidades propostas na Base Nacional Comum Curricular. Os games podem ser usados nas atividades em sala de aula ou individualmente em casa.

“Geralmente as escolas usam esses jogos como ferramenta de estimulação e avaliação. A medida que o estudante joga colhemos informações para que a escola consiga acompanhar melhor a evolução de cada criança. Hoje temos um portfólio de jogos acessível e que se adapta ao planejamento de cada instituição, porque cada escola trabalha em um ritmo diferente e com prioridade para diferentes áreas.”

Mais de dez mil alunos utilizam os jogos educacionais da Escribo

Em média, mais de dez mil alunos utilizam os jogos elaborados pela Escribo. A empresa atua em três frentes: fortalecimento da gestão pedagógica, fidelização dos pais e transmissão de conteúdo. O diretor da startup chamou a atenção para o fato de que os métodos de avaliação dos indicadores de aprendizagem dessa faixa etária são ineficazes para a maioria das escolas.

Amorim indicou três métodos de avaliação mais comum. O primeiro deles é por meio de provas. O segundo por observação, que acaba não funcionando bem porque o professor precisa analisar, sozinho, muitas crianças. Por último, os alunos podem passar por um diagnóstico individual, onde conversam uma psicóloga por cerca de 30 minutos. A avaliadora tenta identificar, durante a consulta, as habilidades oral, escrita e de comunicação de cada um.

“Na prática as escolas não conseguem fazer essas avaliações e aí você tem uma série de crianças na Educação Infantil que não tem nenhum indicador sobre elas”, alertou.

A ideia dos jogos desenvolvidos pela Escribo é fornecer esses indicadores e, a partir disso, a gestão escolar pensar em ações que melhorem os processos de ensino-aprendizagem. Além disso, é feito um trabalho com os professores, para que consigam extrair o melhor da ferramenta durante as aulas.

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“Fazemos uma formação acelerada desses professores e mostramos porque é importante usar essas tecnologias na Educação Infantil, e o benefício para as crianças. Depois fazemos um acompanhamento com esses professores ao longo do ano”, disse Amorim.

Startup promove a conscientização das famílias sobre tecnologia

Por fim, a Escribo também faz um trabalho de conscientização das famílias. O diretor da empresa destaca três perfis de comportamento familiar quando o assunto é tecnologia:

  1. Famílias que tem medo da tecnologia e não querem deixar a criança usar;
  2. Famílias que não se preocupam com isso e muitas crianças acabam usando de forma desestruturada;
  3. Famílias que mais preocupadas, sabem que a tecnologia é uma ferramenta importante e que as crianças precisam aprender a usar.

Em cada um dos casos a startup promove ações para alertar aos pais sobre a importância das ferramentas tecnológicas. “Tentamos alertá-los sobre como a tecnologia pode ser benéfica na primeira infância e o que fazer para conseguir esse benefício. Enfim, passamos uma série de recomendações com base em pesquisas científicas.”

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