A tecnologia na educação não pode ser apenas um discurso comercial

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Fabio Ivatiuk
Escrito por Fabio Ivatiuk

Quando falamos em sala de aula, a lembrança de todos é um grupo grande de estudantes sentados, com um professor disponibilizando o conteúdo necessário para o aprendizado na lousa. Esta imagem está presente desde o século 19, apesar de todo o avanço tecnológico nos últimos anos.

Muitas escolas apostaram em diferentes recursos para potencializar o ensino, mas poucas conseguiram ter sucesso nesta empreitada — isso porque é necessário enxergar a tecnologia como uma ferramenta de transformação no setor ao invés de uma solução para vender a marca.

É inegável que a escola mudou ao longo do tempo

Há mais computadores, gadgets na infraestrutura e até mesmo a tradicional cantina está diferente, com a entrada das máquinas de autoatendimento. Contudo, vale a reflexão: quais dessas transformações realmente aconteceram dentro da sala de aula?

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No ensino de idioma, por exemplo, a maior mudança foi trocar o rádio com CD pelo tablet para passar as lições em inglês! Ou seja, as aulas continuam com a mesma dinâmica que afasta e incomoda os estudantes.

Para mudar esse cenário, é preciso realmente começar do zero e repensar os modelos de ensino como um todo — e é neste ponto que a tecnologia torna-se uma ferramenta essencial. As escolas precisam buscar soluções que transformem suas realidades e tragam algo para o aprendizado das pessoas.

Os dispositivos tecnológicos devem ser o catalisador para mudar o método, sabendo não só o que passar ao aluno, mas como transmitir esse conteúdo para que ele tenha um melhor desempenho.

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Essa mudança inverte os papeis dos professores e das próprias instituições de ensino. Antes de pensar na tecnologia, é importante entender e mapear os problemas que a escola possui e só depois identificar os equipamentos e recursos que podem auxiliar a resolvê-los.

Os professores não podem mais se portar como única fonte de conhecimento, mas como um consultor, um guia que mostrará o melhor caminho aos alunos. Dessa forma, a sala de aula volta a fazer sentido às pessoas, despertando o interesse pelo conhecimento e novos desafios.

Hoje, três soluções são essenciais neste ponto

  • Com a Realidade Virtual, a escola pode oferecer alternativas interessantes no conteúdo ensinado em sala de aula, como uma narrativa seriada que permite a interação do aluno em uma determinada história.
  • A Inteligência Artificial permite que os professores recebam relatórios sobre o desempenho de cada estudante, identificando onde e como eles podem atuar parar melhorá-lo e impulsioná-lo.
  • Por fim, a gamificação traz o conceito dos jogos na sala, premiando aquele que consegue superar os desafios impostos nas tarefas escolares.

A tecnologia é uma ferramenta maravilhosa e que realmente está mudando a forma como aprendemos. Mas é importante entender que sua função é potencializar as transformações que o setor precisa, e não um mero discurso comercial para as instituições venderem ao mercado.

A educação como um todo necessita de uma revolução para acompanhar as modificações que todas as áreas estão passando atualmente e preparar de forma adequada os futuros profissionais que irão mudar o mundo no futuro.

Fabio Ivatiuk

Fabio Ivatiuk

CEO na Beetools, rede de escolas de inglês que otimiza o aprendizado do aluno por meio de professores, realidade virtual, inteligência artificial e Big Data