Tecnologia na educação: já e ainda não

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O uso intensivo da tecnologia na educação já é uma realidade para professores e alunos que se aventuram no conhecimento para além das limitações da sala de aula, mas ainda não é uma prática incorporada à rotina de muitas escolas.

Se as mídias digitais e as redes sociais já fazem parte do cotidiano dos estudantes, ainda não há tanto avanço na apropriação pedagógica de tudo aquilo que a tecnologia hoje proporciona.

Chega a ser curioso constatar que ainda se debate se alunos devem ou não usar seus celulares no espaço escolar, como se a conexão com a internet resultasse apenas em dispersão ou desatenção durante as aulas.

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Toda experiência em sala de aula que não provoque, desafie ou estimule os estudantes é, na verdade, uma forma de alimentar a distração e o desinteresse.

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Mesmo sem um celular, o aluno entediado ou desinteressado não terá dificuldades em divagar e se perder em seus próprios pensamentos.

Por outro lado, não é difícil encontrar alunos que durante as explicações do professor “dão um Google” para conferir as informações ou ir além do que ouviram do mestre.

Muitos desafios para implementar tecnologia na educação

Mas a consulta a informações ou o acesso a conteúdo digital durante as aulas são apenas parte das possibilidades que a conectividade proporciona.

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Assim como alunos numa sala de aula tradicional deixam de experimentar a riqueza do aprendizado colaborativo quando se limitam à consulta ao livro ou à atividade no caderno, sem interagir com o professor e os colegas, da mesma forma a tecnologia é subutilizada quando não vai além do acesso fácil ao conteúdo digital.

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O desafio é engajar os estudantes em relação aos conteúdos, orientando-os na análise crítica e na edição das informações conforme sua relevância e pertinência aos temas das aulas.

Além disso, é preciso que o engajamento se dê em relação aos colegas, sob a supervisão e animação do professor, utilizando todas as ferramentas tecnológicas que facilitam a interação e estendem o aprendizado para além do limite temporal e espacial da sala de aula.

Se práticas pedagógicas como essas forem negligenciadas, continuaremos constatando que a conectividade já chegou às escolas, mas ainda não mudou satisfatoriamente as salas de aula.

Luís Cláudio Dallier Saldanha

Luís Cláudio Dallier Saldanha

Doutor em Educação, diretor de Serviços Pedagógicos da Estácio, autor do livro "Fala, oralidade e práticas sociais", entre outras publicações e artigos sobre tecnologia educacional, educação a distância e estudos linguísticos. Tem atuado como professor e palestrante no Ensino Superior há vários anos. Foi Diretor Nacional do Centro de Ensino de Licenciaturas da Estácio entre 2015 e 2016