Relatório da Unicef define tecnologia como novo indicador de desigualdade

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Letícia Santos
Escrito por Letícia Santos

BETT-EDUCAR-SELOO mercado tecnológico está em constante expansão. E a tendência é que esse cenário avance cada vez mais. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela empresa global de consultoria e gestão McKinsey&Company, entre 400 e 800 milhões de postos de trabalho que conhecemos hoje serão automatizados até 2030.

Diante disso, o ideal seria que todas as crianças tivessem acesso a uma educação inovadora que as prepare para os desafios do futuro. Entretanto, 60% dos jovens com idade entre 15 e 24 anos não têm acesso à internet na África. Enquanto isso, na Europa, a percentagem é de apenas 4%.

Os dados foram publicados no fim do ano passado, pela Unicef, no relatório “Situação Mundial da infância 2017: as crianças em um mundo digital“, que foi divulgado pelo site El País. O estudo compara a limitação de acesso à internet entre os países. Além de mostrar como está acontecendo esse processo de digitalização ao redor do mundo.

Ainda de acordo com o relatório, 346 milhões de jovens — ou seja, cerca de 29% da população jovem mundial — não têm acesso à internet. Há, também, a questão da desigualdade de gênero. Na Índia, por exemplo, o número de mulheres que se conectam à internet não representa nem um terço do total de usuários no país.

Assuntos relacionados a tecnologia, inovação, competências para o século 21 e gestão escolar serão discutidos durante a Bett Brasil Educar 2018. O evento acontece entre 8 e 11 de maio, em São Paulo.

Políticas de uso de internet por menores devem ser estabelecidas

A Unicef destacou quatro benefícios da incorporação de tecnologias educacionais em sala de aula:

  1. Melhora na qualidade da educação
  2. Possibilidade de acessar ferramentas e informação que permitam aos jovens buscar novas soluções para seus problemas
  3. Nova economia com mais opções profissionais para os jovens
  4. Melhor atenção em caso de emergência

O relatório faz, ainda, um alerta para a falta de segurança na rede. São relatados, também, casos reais de situações abusivas na internet. O documento destaca que a regulamentação do uso da internet por menores de idade está atrasada em relação ao avanço de conectividade em um nível global.

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“Esse é um debate amplo e muito necessário até com as próprias unidades escolares. Eu acho importante dar um passo atrás e pensar quais são as competências para se desenvolver junto com os professores, de maneira que eles sejam capazes de fazer essa análise e estimular esse tipo de debate nas escolas”, ressaltou Gabriela.

Letícia Santos

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