Grupo Unip usa inteligência artificial como base para o ensino

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Renato Deccache
Escrito por Renato Deccache

O Grupo Unip-Objetivo deve terminar, ainda este ano, os ajustes finais da reformatação de sua plataforma de ensino. O destaque é o uso da inteligência artificial para tornar a experiência educacional mais qualificada para o estudante.

Na plataforma, algoritmos matemáticos interpretarão uma série de métricas sobre os alunos, extraídas principalmente de provas feitas por eles. Com base nos dados, o sistema de ensino oferecerá conteúdos em diversas plataformas aos estudantes. Partindo das dificuldades ou facilidades que demonstrarem ter.

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“Para cada uma das 60 mil questões de nosso banco de itens, temos objetos educacionais indexados, que podem ser textos, exercícios, videoaulas, entre outros”, ressaltou Marcello Vannini, coordenador de TI do Grupo da Unip-Objetivo.

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Um dos principais desafios para viabilizar a nova plataforma era a questão dos conteúdos em vídeo. O Grupo Unip-Objetivo tinha cerca de 45 mil produzidos, sobre os quais tinha informações básicas. Como as datas em que foram gravados, o tópico nele tratado, o público-alvo (alunos do fundamental, médio ou superior) e o nome do professor.

Para que fosse possível usar o material em uma proposta de ensino adaptativo, baseado na inteligência artificial, era preciso ter informações também sobre tudo o que os docentes ensinavam nas gravações.

 

Para atingir esse objetivo, foi decisiva uma inovação implantada pela Unip no ano passado. A partir de uma parceria com a Microsoft, foi desenvolvida uma ferramenta capaz de realizar buscas avançadas em videoaulas.

Ferramenta também usa recursos de machine learning

Todo o acervo do Grupo Unip-Objetivo teve o áudio dos vídeos convertido para linguagem escrita. Esse procedimento permitiu a indexação das informações de forma a viabilizar buscas inteligentes e legendas simultâneas em até seis idiomas.

“Dessa forma, foi possível utilizar recursos de machine learning, premissa da inteligência artificial, para processar esses conteúdos dos vídeos com todas as métricas que tínhamos referentes aos estudantes”, explicou.

O coordenador de TI destacou, ainda, que um bot (robô) foi criado para fazer a interface entre a plataforma educacional e o estudante.

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“O robô terá acesso a todos os engines de processamento de dados e, por outro lado, escutará o que o aluno demanda. Também identificará o que esse estudante fez em outras avaliações de sua vida escolar para indicar o material de ensino mais adequado.”

Esse processo de reformatação do sistema de ensino já está em fase de homologação. Já foram finalizadas a curadoria de todo o conteúdo, a indexação dos conteúdos em vídeo, a criação do bot. Além da formatação da base de dados e do sistema de provas.

“Já o entregamos para a unidade de negócios pedagógica, que vai colocar o sistema para rodar em um ambiente controlado. Assim é possível fazer eventuais correções no funcionamento”, pontuou Marcello Vannini.

O novo sistema já está em fase de testes nas unidades próprias da universidade. A expectativa é que, a partir do fim deste ano ou do início de 2019, já possa ser empregado em boa parte, ou mesmo em todos os campi que compõem o Grupo Unip-Objetivo.

“O sistema valerá para todos os segmentos. A lógica pedagógica e a lógica computacional envolvidas valem para qualquer nível educacional, respeitando-se, obviamente, as peculiaridades dos estudantes.”

 

Renato Deccache

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