Vídeo: de complemento a nova base para a transformação na Educação 4.0

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Andrey Abreu
Escrito por Andrey Abreu

A educação de um modo geral, e a corporativa em específico, tem sido uma das áreas mais beneficiadas pelos reflexos da chamada Quarta Revolução Industrial, baseada na difusão da internet móvel, no uso de sensores, na Inteligência Artificial e no “learning machine” ou aprendizado de máquina. Até tomar emprestado o termo Industrial 4.0 para batizar de Educação 4.0 este processo de inovação permanente na área educacional.

Uma das características que pude identificar neste processo é que há uma maior autonomia por parte do aluno/colaborador. Isso é visível pela possibilidade maior de personalização do aprendizado, com trilhas moldadas conforme os interesses de cada indivíduo.

Numa empresa, isso faz grande diferença. Contribui para que o desenvolvimento de novas habilidades e competências possa ser mais direcionado, ampliando as chances de impacto mais rápido no dia a dia do colaborador.

Por isso, um projeto de Educação Corporativa nos dias de hoje deve ter esta visão como ponto de partida. Certamente a empresa encontrará eco no próprio comportamento do colaborador, cada vez mais conectado (vide o uso do smartphone a todo instante) e com muito mais opções para escolher — inclusive o que se refere à educação.

Exemplo de poder de escolha está no crescente consumo de vídeos online entre os brasileiros

Pesquisa recente do Instituto Provokers traduziu isso em números.

  • Em três anos, entre 2014 e 2017, o consumo de vídeos online cresceu 90,1%
  • 83% das pessoas disseram usar o smartphone para assistir aos vídeos
  • 83% das pessoas disseram buscar vídeos que não estão na TV

Contribui para esses números o sucesso de plataformas como YouTube e Instagram e de ações como as chamadas “lives” do Facebook que inseriu no dia a dia e tornou o formato vídeo acessível e popular entre o público.

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Por tudo isso, dentro dos conceitos de Educação 4.0 focada na Educação Corporativa, como ignorar o papel e a importância do vídeo? E mais: por que não tirá-lo da posição de complemento para torná-lo base da Educação Corporativa da empresa?

Respondendo.

  1. Não há como ignorar o vídeo.
  2. Sim, o vídeo já é utilizado nos projetos de Educação Corporativa, especialmente nas que usam o Treinamento a Distância, e pode sim deixar o papel de coadjuvante e assumir o de protagonista.

Vídeo Corporativo produzido pela DTCOM

Há uma percepção diferente ao receber um conteúdo em forma de vídeo. Passa a sensação de que é uma pessoa falando com outra, o que gera uma identificação imediata.

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Assim, quem assiste ao vídeo assimila com maior facilidade o que está sendo apresentado por ter características de uma comunicação direcionada, além de todas as vantagens proporcionada pela linguagem audiovisual.

Conta a favor dos vídeos também a ubiquidade que proporciona, o que se reflete no maior alcance do conteúdo ser acessado onde, como e quando o colaborador desejar.

A aposta no vídeo na Educação Corporativa tem a ver com o maior uso dos Webinars ou seminários web. Já observamos muitas empresas usando com sucesso o formato em ações para o público externo, como parte da estratégia de marketing digital.

Webinar ou Webconfence na Educação Corporativa?

Internamente, na Educação Corporativa, promover Webinars pode ter o mesmo efeito ao apresentar conteúdo de qualidade com participação de especialistas e uso de elementos visuais que complementam as informações e reforçam a absorção por parte dos colaboradores. Mas o que torna o formato Webinars relevante também é sua característica de contar sempre com canais para interação em tempo real.

Ou seja, enquanto assistem aos vídeos, que geralmente são transmitidos ao vivo, os colaboradores podem tirar dúvidas em tempo real e trocar experiências entre si.

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Este é um grande adendo ao processo de aprendizado. Tanto a interação instantânea quanto o compartilhamento de conteúdo entre os colaboradores trazem ganhos para a Educação Corporativa, contribuindo também para o maior envolvimento de todos no projeto.

Outro formato de vídeo que pode ser utilizado é o de Webconference, para projetos de Educação Corporativa presencial ou a Distância. A Webconference pode ser apresentada por monitores, com o objetivo de tirar dúvidas, ou pode contar com um convidado especial, compartilhando sua experiência e seus conhecimentos com os colaboradores.

A empresa pode até montar um calendário de transmissões relacionadas com os conteúdos das disciplinas. Também interativa, a Webconference, podendo ser armazenada, torna-se um importante material de referência para ser consultado sempre que necessário.

Considerando somente estes dois formatos, acreditamos ser possível a empresa obter resultados positivos com sua estratégia de uso de vídeos na Educação Corporativa. E pode avançar na proposta, criando uma “cultura de vídeo” que inclua também o estímulo para que os colaboradores também sejam produtores de conteúdo.

Com a ajuda de um smartphone isso é perfeitamente possível de ser feito. Para facilitar, pode-se criar um tutorial com dicas básicas para produzir um vídeo, ressaltando as vantagens para fixar o conteúdo.

Depois, a equipe de Educação Corporativa define critérios para fazer a curadoria dos vídeos que estarão na biblioteca das disciplinas e à disposição para que todos possam assistir — mais uma ação para fortalecer o engajamento.

É a tradicional apresentação de trabalho para toda a turma, mas agora em formato de vídeo. Nada mais adequado para transformar o aprendizado em tempos de Educação 4.0.

Andrey Abreu

Andrey Abreu

Diretor Corporativo e de Tecnologia de Conectividade da DTCOM, pioneira em Educação Corporativa no Brasil